Câncer de Intestino: Sintomas e Tratamento

O que é o câncer de intestino?

O câncer do intestino grosso, também chamado câncer de cólon, ou ainda câncer cólon-retal em casos onde o reto também é afetado, é um tumor que se desenvolve no intestino grosso e vem crescendo nos últimos anos por todo o mundo.

Atualmente, são verificados mais de 60 mil novos casos por ano no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer. Esse tipo de tumor é muito raro antes dos 40 anos, a não ser que haja uma tendência familiar muito forte. Suas principais causas são:

  • Excesso de ingestão de carne vermelha.
  • Tendência genética.

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Sintomas de câncer no intestino

O primeiro sintoma é a alteração do ritmo intestinal, porém, devem ser descartados casos onde tenham sido ingeridos alimentos fora do cardápio habitual, ou casos onde se verifique a introdução de medicamentos específicos, como antidepressivos.

O câncer do intestino dependendo da localização pode provocar diferentes sintomas. Se localizado no lado direito do intestino, ele pode vir a alterar o nível de absorção de água e provocar no início uma diarreia. Se localizado no lado esquerdo ou na parte final do intestino, pode provocar o intestino preso ou o afilamento das fezes, diminuindo seu calibre. Deve-se procurar observar também se há presença de sangue nas fezes, não somente o sangue vermelho vivo, mas também o escuro. Nem tudo que sangra é hemorroidas.

Como saber se tenho câncer no intestino?

O intestino preso de forma crônica já é motivo para se consultar um médico, principalmente se ocorrer a partir dos 40 anos.

A saída de um muco com aspecto de clara de ovo nas fezes, aparecendo às vezes juntamente com sangue, onde a quantidade de fezes não é satisfatória ou suficiente, pode ser um sinal de câncer de reto.

O principal diagnóstico do câncer no intestino é feito por colonocospia. Hoje em dia existem uma série de exames mais modernos para se detectar, de forma que pode ser feita um enteroressonância, que é uma ressonância do abdômen, ou também a colonoressonancia, onde se injeta ar pelo intestino e tenta-se mapear as lesões. Existem também os marcadores tumorais, e o exame de PET-CT. Pode-se fazer também um mapeamento genético para tentar descobrir a presença desse tipo de câncer.

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Colonoscopia

A importância do diagnóstico precoce de uma lesão com potencial maligno é enorme, e diminuem as chances de recorrência ao tratamento cirúrgico, e tratar a doença apenas através de uma simples colonoscopia.

O exame é tão importante que se acredita que hoje 80% das pessoas que estão com câncer de intestino poderiam ter o evitado se tivessem feito colonoscopia anteriormente e retirado os pólipos. Hoje, recomenda-se a todo individuo, seja homem ou mulher, que por volta de seus 40 anos realizem uma colonoscopia de controle, mesmo se não houver antecedentes familiares de casos de câncer de intestino, e não apresentar quaisquer sintomas.

Apesar do estigma das pessoas pela introdução pelo seu reto do colonoscópio, o exame em si é feito com sedação, a nível hospitalar e com segurança. Antes de se realizar o exame, deve ser feita uma preparação adequada, onde o intestino deve ser totalmente limpo, para que o colonoscopista possa ver com nitidez todo o intestino grosso, e poder verificar a presença de pólipos, que são pequenos tumores que em alguns casos podem evoluir para o câncer. Se o intestino estiver bem preparado, esses pólipos podem ser extraídos na própria colonoscopia.

Tratamento do câncer de intestino

Dependendo da localização do tumor, existe uma série de tratamentos, que vão desde a administração de medicações, para se tentar diminuir o tamanho desse tumor, até a cirurgia.

Como qualquer tipo de câncer, uma vez tido o diagnóstico, parte-se para o chamado estadiamento do câncer, onde são realizados exames e imagens laboratoriais para verificar se a doença continua localizada no intestino, ou se ela eventualmente se espalhou para um órgão vizinho. Isso irá se determinar se é ou não necessário um tratamento quimioterápico antes da cirurgia. Se a quimioterapia for realizada antes da cirurgia, ela geralmente dura em torno de 2 a 5 meses, chamados de ciclos ou fases de quimioterapia.

Atualmente a cirurgia é feita por laparoscopia, que apresenta grandes vantagens em relação à antiga cirurgia de abertura do abdômen, como menos dor no pós-operatório, menor quantidade de sangramento, uma recuperação mais rápida, além de praticamente não deixar cicatrizes. A cirurgia deve ser realizada com o preparo adequado para se evitar possíveis infecções, e na maioria dos casos faz se necessário apenas três ou quatro pequenas incisões. Em média, são requeridos de três a cinco dias de internalização hospitalar, e um período de repouso em torno de 15 dias para se voltar a exercer normalmente as atividades.

Nos últimos anos, já se dispõem da cirurgia robótica para o câncer no intestino, que seria uma evolução da laparoscopia, onde são utilizados os braços de um robô para a realização da cirurgia, que agem como extensões das mãos de um cirurgião, permitindo movimentos muito mais delicados e precisos. A precisão é muito importante para o tratamento do câncer intestinal, pois muita das vezes se tem o espalhamento dessas células cancerígenas na região, e é necessário um cirurgião com habilidade suficiente para retirar todos os gânglios e a gordura infiltrada no tumor. Isso se consegue mais facilmente com a cirurgia robótica.

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Existe cura para o câncer de intestino?

Sim, a detecção precoce é o principal armamento para os pacientes, de forma que caso seja percebida qualquer alteração de hábito intestinal de maior relevância, é aconselhável se procurar um médico. Os índices de cura em muitos centros atingem 80% a 90%, e se diagnosticados precocemente essas taxas podem chegar a 95% de cura.

Como prevenir o câncer no intestino?

A maior prevenção consiste em levar uma vida saudável, com a prática de atividades físicas, ter uma dieta rica em fibras e frutas frescas, e ficar longe de carne vermelha e alimentos ricos em gordura animal, como o leite (principalmente o integral) e seus derivados. Além disso, também devem ser evitados alguns maus comportamentos, como o sedentarismo, consumo de álcool em excesso e o tabagismo. Outras medidas de prevenção são verificar se existem parentes próximos com quadro de pólipos ou até de câncer, e fazer a colonoscopia.

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