Câncer de Próstata: Sintomas e Tratamento

O que é o câncer de próstata?

o-que-e-cancer-prostataA próstata é uma glândula, que fica embaixo da bexiga, e que forma parte da substância que compõem o esperma, o câncer de próstata é um tumor da própria glândula da próstata, e não do músculo ou vaso, é o principal tipo de tumor sólido do homem, e na maioria dos casos não é um tumor muito agressivo, por isso demora tanto tempo para se desenvolver.

No Brasil 70 mil homens em média são acometidos anualmente, e em torno de 3% a 5% dos portadores morrem, geralmente a doença só se manifesta depois dos 40 anos, e se aparecer antes normalmente tem uma forma muito mais agressiva.

Causas do Câncer de Próstata

Não existe um fator específico que leve ao desenvolvimento do câncer de próstata, oque se sabe é que existem alguns fatores de risco, como por exemplo, a idade, dado que em quem tem antecedentes familiares de câncer de próstata, a manifestação dessa neoplasia geralmente se dá a partir dos 40 anos, ou em quem não tem histórico familiar da doença, partir dos 45 anos.

Existe uma ideia de que se todos os homens pudessem viver até os 120 anos, todos teriam câncer de próstata, de forma que o câncer é algo natural do envelhecimento masculino, além de que existem também algumas características genéticas, herdadas de pais para filhos, que contribuem para o desenvolvimento do câncer.

Algumas regiões do mundo tem uma menor incidência de câncer, supostamente por conta de seus diferentes hábitos alimentares, porém, essa teoria ainda não foi comprovada cientificamente.

Sintomas de Câncer de Próstata

Existe uma confusão entre sintomas de câncer de próstata e sintomas urinários de uma outra doença, o tumor benigno da próstata, onde ocorre dor ao urinar, o jato de urina sai com menor intensidade, aumenta a frequência com que se vai ao banheiro, porém, nenhum destes é sintoma de câncer de próstata, o sintoma mais comum é não ter nenhum sintoma, por isso a importância da prevenção.

Prevenção do Câncer de Próstata

A ideia da prevenção do câncer de próstata começou há muito tempo nos Estados Unidos, onde se observou que quanto mais cedo o indivíduo fosse diagnosticado e se iniciasse o tratamento, mais anos de sobrevida teria o paciente, pois o câncer acaba encurtando a estimativa de vida.

Diagnóstico de Câncer de Próstata

exame-toque-prostataA partir dos anos 90 o emprego rotineiro do toque retal e do exame de sangue PSA como teste de triagem, levou a indicação de biópsias de próstata, e esses procedimentos permitiram identificar tumores iniciais em homens completamente assintomáticos.

A próstata tem por característica a consistência de uma ponta de nariz, e no exame de toque verifica-se se ela está ou não aumentada, se existem as estruturas anatomicamente características e se há ou não a incidência de nódulos. O exame é rápido, durando em média de 20 a 30 segundos, apesar de desagradável. Para pacientes que se neguem completamente a fazer o exame de toque, é indicado que pelo menos se faça o exame de sangue.

O exame do PSA e o exame do toque retal, entretanto, ainda são falhos no diagnóstico de 70% dos pacientes com câncer de próstata, e uma vez que se tenha ou exame do PSA alterado ou o exame do toque retal, o paciente deverá realizar uma biópsia de próstata, para confirmar ou não a incidência da doença.

Não raramente, existem casos de pacientes que precisam de 2 ou 3 biópsias para confirmar a existência da doença. A medicina tem buscado desenvolver alguns outros marcadores tumorais, que nada mais são do que exames feitos ou no sangue ou na urina que tenham uma maior certeza da presença ou não do câncer naquele paciente.

Câncer de Próstata tem cura?

Como o câncer de próstata é de desenvolvimento lento, o tratamento no início da doença, seja através de cirurgia ou da radioterapia é muito eficiente e atinge resultados de cerca de 95% de cura do câncer depois de cinco anos.

Tratamento do Câncer de Próstata

cancer-de-prostataA escolha do tratamento do câncer de próstata depende de vários fatores, e basicamente existem quatro formas de tratamento:

  • Não fazer simplesmente nada, quando a expectativa de vida do paciente não seja maior do que dez anos, deve se escolher pacientes que ao serem tratados não irão morrer, e nisso são usados vários fatores, como a idade, em um paciente com noventa anos o ideal é não fazer cirurgia para tratar o câncer de próstata.
  • Cirurgia radical da próstata, onde são retiradas a próstata e a vesícula seminal, e junta-se a bexiga com a uretra, realizando a chamada prostatectomia radical, sem a próstata e a vesícula seminal o orgasmo do paciente fica inalterado, porém, já não mais sai esperma.
  • Radioterapia.
  • Hormônios, no câncer de próstata quando se opta pelo tratamento hormonal, diferentemente do que se pode pensar, a situação na maioria das vezes é crítica, pois não se conseguiu operar, a primeira ideia é sempre ou operar ou fazer a radioterapia.

Câncer de próstata causa impotência?

O diagnóstico precoce permitiu que os cirurgiões aprimorassem as técnicas para a retirada radical da próstata, e possibilitou o desenvolvimento de métodos modernos de radioterapia, em que os raios incidem diretamente sob a próstata com o mínimo de escape para os vizinhos, infelizmente esses avanços tiveram um preço: as complicações do tratamento, em até 50% dos homens operados surge impotência sexual, e 5% podem desenvolver incontinência urinária, além de cistites e efeitos tóxicos da ação da radioterapia sobre o reto, oque pode provocar diarreia, sangramento retal e inflamações crônicas em 5% a 20% dos casos.

O câncer de próstata por si não causa impotência, porém, durante o tratamento, o paciente pode apresentar impotência como efeito colateral, de forma que durante a cirurgia, o médico deve tomar muito cuidado para evitar causar danos ao feixe vásculo nervoso, que é um cordão onde passam tantos vasos como nervos responsáveis pela ereção, e na cirurgia, esse feixe deve ser completamente isolado, para que não seja danificado e acabe por causar impotência nos pacientes.

Quando alguns pacientes tem a doença em sua forma mais avançada, é necessário o uso de bloqueadores hormonais, que são remédios que diminuem a testosterona – principal combustível do câncer de próstata – do organismo do paciente, de forma que com a ação acaba causando perda da libido.

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