Depressão: Causas, Sintomas, Tratamento e Remédios

O que é depressão?

A depressão, na realidade, é um conjunto de sintomas depressivos que quando aparecem por muito tempo causam prejuízo funcional para a pessoa, ou seja, ela não consegue mais ter uma vida normal e fazer as coisas que fazia antes. Isso é diferente de apresentar, por exemplo, uma tristeza esporádica, que as pessoas confundem com muita frequência.

A pior coisa que se pode falar para alguém que está deprimido, são frases do tipo: “você tem tudo na vida, por que está assim?”. Fazer esse tipo de julgamento não é válido.

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Causas da depressão

Falar de estresse é muito mais aceitável, e tem muito menos estigma, do que falar de depressão. As pessoas aceitam mais se forem diagnosticadas com um quadro de estresse do que com um quadro depressivo. Na realidade, o estresse nada mais é do que um acúmulo de problemas que geram desgaste às pessoas, de forma que pode ser o causador da depressão, mas essa quantidade de estresse varia muito de pessoa para pessoa.

A teoria que se tem hoje em dia, é que cada pessoa tem um limiar de estresse que suporta sem que o organismo se desregule. Quando se atinge esse limiar, o cérebro desregula e passa a mandar informações trocadas para o corpo, então a pessoa passa a chorar por qualquer coisa, ficar triste demais, ficar mais irritada que o normal etc.

As doenças autoimunes, como a inflamação da tireoide, fibromialgia, artrite, doenças inflamatórias intestinais, entre outras, têm ligação com a depressão. Sabe-se que uma das hipóteses que causam a depressão é uma etiologia autoimune, ou seja, quando as células de defesa do nosso corpo começam a atacar nosso próprio sistema neurológico. O hipotireoidismo pode mimetizar alguns sintomas de depressão e até agravar a depressão que já se tem.

A depressão é uma doença muito comum de se acontecer também na terceira idade, principalmente na fase da menopausa entre as mulheres, pelas alterações hormonais.

As pessoas que tem derrame, comumente podem desenvolver um quadro depressivo após o derrame, assim como ocorre com enfartos, avcs e outros quadros que provocam grande carga de estresse.

Depressão não é hereditário, mas se você a tem, os seus filhos têm chances muito maiores do que a população em geral de desenvolver a doença.

Uma depressão pode se iniciar através de um transtorno bipolar, que é um distúrbio em que as pessoas alternam períodos de bom humor e períodos de irritação repentinos.

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Sintomas de depressão

Não existe idade para se ter depressão, e ela pode ocorrer até mesmo em crianças. Nesses casos a depressão normalmente se manifesta de uma maneira um pouco diferente, e a criança deixa de brincar, de ser tão ativa, além de ficar mais irritada, ter problemas para dormir etc.

A depressão é uma doença na qual se tem um nível de inflamação maior no sangue, por isso é muito comum fibromialgiaas pessoas terem dores pelo corpo durante um quadro de depressão, essas dores são chamadas de fibromialgia, e quando se inicia o tratamento, elas desaparecem.

Depressão pode causar irritação, é muito comum a pessoa iniciar um quadro de depressão com aumento de irritabilidade. A depressão também está pode estar associada com o sono, com pessoas que dormem de mais ou de menos.

Sintomas cognitivos relacionados à depressão são extremamente comuns, por exemplo, perda de memória recente e esquecer-se de coisas que se sabe há anos. Com frequência as pessoas acham que estão com Alzheimer, porém, na realidade, são sintomas da depressão que afetam também essa área.

É muito comum também as pessoas experimentarem algum tipo de paralisia ou formigamento no corpo, isso é um sintoma de ansiedade, que anda lado a lado com a depressão, de forma que pessoas que são ansiosas, se não tratadas, com o tempo, podem vir a desenvolver depressão. A ansiedade nada mais é do que um estado onde a pessoa precisa de muita energia para se manter funcionando bem. A ansiedade consome, e depois de muito tempo sendo consumida, ela pode deprimir.

Como sair da depressão

O tratamento para a depressão de intensidade leve pode ser feito apenas com terapia, entretanto, esses casos são muito raros. A depressão deve ser tratada principalmente por psiquiatras, apesar de que hoje existem muitos clínicos gerais que também iniciam o tratamento da depressão.

Toda pessoa que tem depressão, e apresenta alguém na família com transtorno bipolar, merece um tipo especial de tratamento, e deve-se proceder com mais cuidado com as medicações, pois elas têm provocam outros efeitos nessas pessoas.

Quando uma depressão dura muito tempo, e está sendo tratada de uma maneira exageradamente longa, não proporcionando uma melhora significativa à pessoa, pode haver algo errado, a medicação pode necessitar de ser reavaliada ou ter sua dosagem reajustada, ou às vezes, faz-se necessário um novo diagnóstico, pois quadros simples de depressão, uma vez diagnosticados, devem ser tratados em média por 1 ano, a pessoa tem que ficar muito bem, e a medicação deve ser retirada.

Remédio para depressão

O principal problema que se vê no tratamento da depressão é escolher a medicação certa, e ajustá-la adequadamente ao longo do tratamento, pois não basta simplesmente começar a tomar um remédio por meses ou anos, o segredo é ajustar esse remédio para a pessoa conseguir a plena recuperação das suas funcionalidades, e eliminar qualquer traço da doença.

Algumas medicações usadas para tratar depressão, se não estiverem adequadamente dosadas, ou se não forem à medicação certa para a pessoa, podem causar embotamento, onde a pessoa fica sedada, sem muitas emoções e prazer.

rivotrilRivotril, Lexotan e Lorax, são medicamentos sedativos, para a pessoa ficar temporariamente mais calma. Eles até podem ser administrados em conjuntos com remédios de depressão por pouco tempo, senão causam dependência, mas não são medicações que eliminam a depressão.

Os remédios para depressão são tarja vermelha. Remédios de tarja preta, como Rivotril etc, não ajudam a tratar os sintomas e até os pioram, pois não são remédios que tratam a depressão, e sim sedativos. A maior parte dos remédios de tarja preta são sedativos. O Rivotril, por exemplo, se usado por mais de 20 dias seguidos, já causa dependência, de forma que se seu uso for interrompido, irão aparecer sintomas às vezes muito parecidos com os da Síndrome do Pânico.

Os remédios usados para tratar depressão não causam dependência, que é quando uma pessoa precisa cada vez mais de uma determinada substância para se exercer o mesmo efeito, e isso dá sintomas de abstinência se a medicação é interrompida subitamente. Se o uso do remédio for interrompido de uma hora para outra, a pessoa poderá passar mal, ficar enjoada, ter tonturas, mas esses não são sintomas de dependência.

É muito comum as pessoas que tomam medicação antidepressiva, terem sonhos muito vívidos, longos e complexos, e por vezes acordam cansados, de forma que quando isso ocorre, deve se ajustar a medicação e isso pode ser revertido, sendo um efeito colateral na verdade.

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