Mal de Alzheimer: Sintomas, Diagnóstico e Como Prevenir

O que é Alzheimer?

No Brasil, no ano de 1900, de cada 100 pessoas, apenas 23 chegavam a 65 anos ou mais, atualmente quase 90% das pessoas ultrapassam os 65, e em 50 anos quase se triplicou a população idosa mundial. O envelhecimento populacional está acelerado, e, com isso, aparecem muitos quadros degenerativos. Atualmente, as doenças ligadas ao envelhecimento são de curso crônico: as demências, artroses, diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares etc.

Boa parte do que vivemos e vimos fica armazenado em nossa memória, mas um dia algo acontece e parte do que estava guardado simplesmente desaparece ou fica nebuloso, um vazio de lembranças toma conta, e nem se percebe.

A doença de Alzheimer foi descoberta em 1906 por um médico alemão chamado Alois Alzheimer, e é uma lenta e fatal doença do cérebro, afetando 1 em cada 10 pessoas acima de 65 anos, ninguém está imune.

O Mal de Alzheimer, como também é conhecido, é uma síndrome demencial, em que se tem uma diminuição da capacidade cognitiva, e ocorrem perdas de funções cerebrais superiores, como capacidade de memorização, realização de cálculos e resolução de problemas, linguagem, abstração, além da própria realização de atividades simples do cotidiano. A perda de memória na doença de Alzheimer chama mais atenção das pessoas em vista do prejuízo da linguagem e da conversação.

De 65 anos para baixo, apenas 0,5% da população tem expectativa de desenvolvimento de Alzheimer, porém, depois dos 65 anos, esse número dobra a cada 5 anos, de maneira que de cada 100 indivíduos que tem acima de 80 a 90 anos, 30 podem ser acometidos com o Alzheimer. Só o fato de envelhecer é uma chance de se desenvolver a doença de Alzheimer.

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Como ocorre a doença de Alzheimer?

A doença evolui gradualmente, à medida que fragmentos de duas proteínas anormais se agregam, formando placas senis e degenerescência fibrilar, que se acumulam no cérebro e matam as células cerebrais. O processo começa no hipocampo, a parte do cérebro onde as memórias são primeiramente formadas.

Durante vários anos, as placas e a degenerescência fibrilar, lentamente destroem o hipocampo, e passa a ser cada vez mais complicado formar novas memórias. Simples lembranças de poucas horas ou dias atrás deviam estar presentes, mas não estão. Depois disso, mais placas e degenerescências fibrilares se espalham para as diferentes regiões do cérebro, matando células e comprometendo funções, onde quer que estejam, este espalhamento para várias regiões do cérebro é o que provoca os diferentes estágios da doença de Alzheimer.

Do hipocampo, a doença espalha-se para a região do cérebro onde a linguagem é processada, quando isso ocorre, torna-se mais difícil encontrar as palavras certas. Depois, a doença dirige-se para a zona frontal do cérebro, onde o pensamento lógico tem lugar, e gradualmente, a pessoa começa a perder a capacidade para resolver problemas, compreender conceitos e fazer planos.

como-ocorre-alzheimerEm seguida, as placas e degenerescências invadem a parte do cérebro onde as emoções são reguladas, quando isto acontece, o doente gradualmente perde o controle do seu humor e sentimentos. Depois a doença se move para a parte do cérebro que atribui significado para aquilo que nós vemos, ouvimos e cheiramos, este estágio torna-se perigoso porque a doença afeta os sentidos da pessoa, podendo provocar alucinações.

Finalmente, as placas e as degenerescências apagam as mais antigas e preciosas memórias pessoais, que estão armazenadas na parte posterior do cérebro. Perto do fim, a doença compromete o equilíbrio e a coordenação da pessoa, e, mesmo nos últimos estágios, ela destrói a parte do cérebro que regula a respiração e o coração. A progressão, desde os primeiros esquecimentos até a morte é lenta e gradual, e pode demorar em média de oito a dez anos.

Alzheimer tem cura?

Alzheimer é uma doença progressiva, não regride, e por isso a importância da sua detecção precoce, para se conseguir frear a doença desde cedo. Esta doença é impiedosa, e por enquanto, incurável.

Sintomas de Alzheimer

É necessário prestar atenção em algumas mudanças no comportamento do idoso, às vezes ele poder começar a ficar mais retraído, já não querer mais realizar as atividades de outrora, como ir ao banco ou fazer um cardápio mais elaborado. Muita das vezes a família pensa que ele está apenas mais cansado, e em alguns casos o próprio idoso acaba delegando suas tarefas aos filhos, alegando não querer mais fazê-las, porém, por vezes, o que ocorre é que o idoso vai perdendo aos poucos a capacidade de fazer essas atividades.

O idoso começa a perceber que pode ter havido uma diminuição da sua capacidade de memorização e de linguagem, e para não demonstrar esse fato, ele prefere se resguardar. Outros sinais que podem ocorrer é o idoso tornar-se repetitivo, guardar os objetos em locais inapropriados, ter desorientação com datas e esquecer por vezes de eventos marcantes, além de ficarem desorientados no espaço, perdendo-se com frequência.

Outras vezes a doença pode ser confundida com uma depressão, e em alguns desses casos consegue-se recuperar o paciente, pois não era demência e sim uma depressão. Além do que a depressão em si também é um fator de risco para a doença de Alzheimer.

Existem também casos de demência alcóolica, de forma que a pessoa além ingerir muito álcool ainda não se alimenta de forma adequada, e essa junção leva a um sofrimento neurológico e propicia a demência típica do paciente alcóolatra. O álcool degenera o sistema nervoso central e também o periférico, algumas pessoas começam a ter formigamento, dores nos membros, fraqueza muscular e até atrofiamentos.

Diagnóstico de Alzheimer

O metabolismo da glicose no cérebro é revelador, uma perda de metabolismo nessas regiões indica uma degeneração típica da doença de Alzheimer.

Uma punção na região lombar, para coletar um líquido da medula, é que detecta a presença no organismo da proteína beta amiloide, um sinal de que o mal de Alzheimer pode estar vindo.

Na grande maioria das vezes os pacientes são diagnosticados já na fase moderada da doença, ou seja, já se perderam anos da fase ótima de tratamento, sendo que alguns dos pacientes podem estar mais agitados e agressivos, e a família já não tem mais certas habilidades para se lidar com ele.

Como prevenir Alzheimer?

prevenir-alzheimerÉ preciso que principalmente a família do idoso saiba que é possível ter uma velhice saudável, não apresentando problemas de memória, mudanças de comportamento, depressão etc. O idoso pode se manter uma pessoa normal, é claro respeitando se os limites da idade.

O mais fácil é dar o medicamento e deixar o idoso de lado, isso não é o adequado. O simples cuidado e uma maior interação podem ser os melhores remédios, ou seja, manter o idoso caminhando, alimentá-lo, até mesmo oferecer um simples copo de água. Com o envelhecimento diminui-se o gatilho da sede, e aumentam-se as chances de se ficar desidratado, e com isso ter maior fraqueza, desenvolver problemas renais, ter pressão baixa, simplesmente pela falta de água, onde o idoso não pede e a família não dá.

Em relação à atrofia muscular, como o idoso já tem uma maior incidência de perda muscular, se ele ficar todoatividades-fisicas-alzheimer o tempo sedentário, parado, sentado ou dormindo, ele irá tornar-se mais facilmente um acamado. Não é nada saudável um idoso dormir o dia todo.

A prática de exercícios físicos pode melhorar a memória e o metabolismo do cérebro. O exercício físico aeróbico também melhora a saúde, o humor, o sono, além de diminuir os fatores de risco de doenças cardiovasculares.

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